É certo que o desenvolvimento do investimento público constitui uma das condições para a recuperação e protecção do emprego. Porém, este deve assentar em programas com efeitos imediatos na actividade económica, na criação de empregos concretos e no bem-estar das populações. Nesta medida, um programa de requalificação urbana deve surgir como a prioridade do investimento público, numa política de combate à crise que responda JÁ às necessidades das pessoas.
Inversamente às grandes obras públicas, cujo impacto em termos de emprego surge somente ao fim de cinco a dez anos, o efeito multiplicativo do investimento em reabilitação do património é imediato: criação de emprego, redução dos preços no mercado imobiliário e de arrendamento e consequente aumento do rendimento familiar.
A vitalidade dos centros históricos está intimamente relacionada com a habitação e as questões associadas ao seu acesso, nomeadamente por parte da população de baixos recursos económicos, incluindo idosos, jovens e imigrantes, assim como de alguns segmentos da designada classe média. Os centros históricos querem-se rejuvenescidos, inter-classistas, culturalmente diversificados e atraentes.
Ao não promoverem a atractividade residencial dos centros históricos, as autarquias não só impedem a inversão do flagrante decréscimo populacional, como ainda rejeitam o reforço significativo que o aumento de habitantes sempre implica nas receitas municipais estruturais.
A revitalização dos centros históricos assume-se assim um valor estratégico num projecto político e social de esquerda, que contrarie a espiral de abandono, desperdício de edificado histórico ou tradicional, a degradação e o definhamento tão conhecidas das vilas e cidades do distrito de Setúbal.
Com apenas 1/5 do valor que o Estado injectou no BPN, num total de 500 milhões de euros durante cinco anos, seria possível reabilitar 100.000 casas e apoiar a reconstrução de outras 100.000 com juros bonificados, com vista ao lançamento de uma bolsa de habitação a custos controlados, que responda às necessidades de habitação emergentes e à revitalização dos centros históricos.
Num país em que a desigualdade se apresenta como a maior de toda a Europa, é urgente encontrar um novo ciclo de respostas de combate pela justiça social, que coloquem as pessoas no centro das prioridades de governação. Em Portugal, onde o desemprego e a exclusão atingem máximos históricos, só uma política socialista de esquerda é capaz de responder à urgência social. Este é o compromisso do Bloco de Esquerda.
Artigo de Opinião publicado no portal Setúbal na Rede
Inversamente às grandes obras públicas, cujo impacto em termos de emprego surge somente ao fim de cinco a dez anos, o efeito multiplicativo do investimento em reabilitação do património é imediato: criação de emprego, redução dos preços no mercado imobiliário e de arrendamento e consequente aumento do rendimento familiar.
A vitalidade dos centros históricos está intimamente relacionada com a habitação e as questões associadas ao seu acesso, nomeadamente por parte da população de baixos recursos económicos, incluindo idosos, jovens e imigrantes, assim como de alguns segmentos da designada classe média. Os centros históricos querem-se rejuvenescidos, inter-classistas, culturalmente diversificados e atraentes.
Ao não promoverem a atractividade residencial dos centros históricos, as autarquias não só impedem a inversão do flagrante decréscimo populacional, como ainda rejeitam o reforço significativo que o aumento de habitantes sempre implica nas receitas municipais estruturais.
A revitalização dos centros históricos assume-se assim um valor estratégico num projecto político e social de esquerda, que contrarie a espiral de abandono, desperdício de edificado histórico ou tradicional, a degradação e o definhamento tão conhecidas das vilas e cidades do distrito de Setúbal.
Com apenas 1/5 do valor que o Estado injectou no BPN, num total de 500 milhões de euros durante cinco anos, seria possível reabilitar 100.000 casas e apoiar a reconstrução de outras 100.000 com juros bonificados, com vista ao lançamento de uma bolsa de habitação a custos controlados, que responda às necessidades de habitação emergentes e à revitalização dos centros históricos.
Num país em que a desigualdade se apresenta como a maior de toda a Europa, é urgente encontrar um novo ciclo de respostas de combate pela justiça social, que coloquem as pessoas no centro das prioridades de governação. Em Portugal, onde o desemprego e a exclusão atingem máximos históricos, só uma política socialista de esquerda é capaz de responder à urgência social. Este é o compromisso do Bloco de Esquerda.
Artigo de Opinião publicado no portal Setúbal na Rede
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