domingo, 3 de maio de 2009

É A "JUNTAR FORÇAS" QUE A GENTE SE ENTENDE

Passaram exactamente quatro anos sobre as eleições que deram a maioria absoluta a Sócrates. Na campanha eleitoral Sócrates surgiu com a imagem de governante determinado capaz de pôr ordem na instabilidade e nas trapalhadas que eram a regra de ouro do governo PSD/CDS.

O discurso era sustentado num programa eleitoral, onde afirmava «tornar o trabalho um factor de cidadania... reduzir as desigualdades sociais no mundo do trabalho... acabar progressivamente com a pobreza associada ao trabalho... criação de mais 150 mil novos postos de trabalho... retirar 300 mil idosos da pobreza

Rapidamente se constatou que tudo não passou dum verdadeiro embuste que se esfumou na prática neoliberal das políticas que foi concretizando.


As medidas de diminuição do estado social foram mais longe do que as do governo anterior. Em nome da salvação do estado social desencadeou um poderoso ataque ideológico neoliberal de destruição do papel do Estado renegando até os principais símbolos da social-democracia do pós-guerra.

Para o governo foi mais fácil atacar os funcionários públicos, os reformados e pensionistas baixando-lhes as pensões através da alteração à fórmula de cálculo. A luta contra o desemprego foi transformada numa luta contra os desempregados acusados e culpados da sua própria condição. O Trabalho Temporário teve honras de um provedor dito "socialista".

Os recibos verdes foram legalizados por via de uma pequena penalização às empresas. Os professores foram transformados em de primeira e segunda categoria. A revisão do Código do trabalho resultou num código de maior retrocesso do que o de Bagão Félix.

O Bloco de Esquerda esteve lá, em todas as lutas de contestação a esta política. Nas marchas pelo emprego e contra a precariedade. Na rua com os trabalhadores e a sua luta em todas as grandes e pequenas empresas onde a contestação aconteceu.

O Bloco de Esquerda esteve lá, apresentando propostas e interpelando o Governo. Apresentando propostas alternativas claras ao código do trabalho, à lei de Bases da Segurança Social, ao trabalho temporário e tantas outras.

O Bloco de Esquerda esteve lá, discutindo e ouvindo outras pessoas que não pensando como nós querem contribuir para aprofundar a democracia.

O Bloco de Esquerda estará sempre lá. Onde a luta acontecer, respondendo às pessoas, confrontando o governo com os seus problemas concretos, contribuindo com propostas claras para a sua resolução. Porque é assim que queremos e sabemos estar. A "Juntar Forças" é que a gente se entende.

Artigo da deputada Mariana Aiveca, publicado, a 6 de Março de 2009, no jornal "Margem Sul"

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